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MT Prev promove palestra sobre a importância do diagnóstico e tratamento da ansiedade

A ação foi realizada remotamente e transmitida pelo canal da autarquia no Youtube
Alline Barros e Mariana John | MT Prev

A psicóloga Lívia Diório (acima a esquerda), a psiquiatra Maria Eduarda de Musis (a direita) e a assistente social Érima Magalhães (abaixo) durante a palestra online sobre ansiedade. - Foto por: Divulgação
A psicóloga Lívia Diório (acima a esquerda), a psiquiatra Maria Eduarda de Musis (a direita) e a assistente social Érima Magalhães (abaixo) durante a palestra online sobre ansiedade.
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Nesta segunda-feira (20), o Mato Grosso Previdência (MT Prev) promoveu uma palestra virtual com o tema “Ansiedade em tempos de pandemia; como gerir?”. A ação foi aberta a toda sociedade e transmitida por meio do canal da autarquia no YouTube.

Durante o encontro conduzido pela assistente social Érima Magalhães, a psicóloga Lívia Diório, e a psiquiatra convidada Maria Eduarda de Musis, tiraram várias dúvidas dos espectadores.

As palestrantes esclareceram que ansiedade é uma emoção, assim como alegria, tristeza e raiva, e que se sentir ansioso é normal, desde que não atrapalhe tarefas comuns do dia a dia.

“Por exemplo, é normal a gente se sentir ansioso antes de uma entrevista de emprego, de uma viagem ou de um encontro. Mas deixa de ser normal quando essa ansiedade atrapalha a sua cognição e o seu comportamento. Quando ela já não permite que você seja a mesma pessoa. Se você não conseguir ir nessa entrevista de emprego, se você não conseguir fazer alguma atividade que você era acostumado a fazer. São esses sintomas que transformam a ansiedade normal em patológica”, explica a psicóloga.

Segundo a doutora Maria Eduarda, a ansiedade deixa de ser normal quando passa a ser uma preocupação excessiva, que não conseguimos controlar por mais de 6 meses, acompanhada de outros sintomas como agitação, tensão, dificuldade de concentração, cansaço, irritabilidade e alteração do sono.

Entre os transtornos ansiosos estão a fobia social, o transtorno de pânico e o transtorno de ansiedade generalizada.

Tratamento

Nesses casos onde a ansiedade atrapalha, é recomendado o tratamento com especialistas para ajudar a controlar essa emoção. Segundo as palestrantes, quando a psicoterapia e o suporte externo, como família e amigos, já não são suficientes para o controle da ansiedade, é recomendada a visita a um psiquiatra para que se inicie o tratamento com medicação.

“A ansiedade é uma doença. Ela tem alterações neuroquímicas, nos nervos transmissores cerebrais. Então a gente precisa ter este equilíbrio [entre psicoterapia, rede de apoio e medicação]”, explica Musis.

Ela também explica que a medicação para tratamento da ansiedade não é para a vida toda, pois não se trata de um transtorno crônico. Com a melhoria dos sintomas, o paciente pode continuar somente com a psicoterapia se sentir necessário, controlando as emoções diariamente.

Pandemia

A palestrantes apontam ainda que o medo excessivo do vírus da Covid-19 pode desencadear algum transtorno de ansiedade. Desta forma, é preciso ter atenção aos sintomas e enfrentar o medo sempre que necessário.

“Ainda temos que sair de casa com cuidado, pois a pandemia não acabou. Entretanto, já se passaram quase dois anos, e precisamos voltar a viver a vida o mais normalmente possível. Se cuidando, mas não deixando de fazer as coisas que são necessárias, inclusive as coisas prazerosas. Lidar com o medo vai ser inevitável, é devagar, vencendo aos poucos”, explica a psiquiatra.

Setembro Amarelo

Durante a live, as palestrantes também falaram sobre a prevenção ao suicídio, em alusão à campanha Setembro Amarelo. Segundo elas, a ansiedade e a depressão muito agravadas podem levar uma pessoa a querer acabar com a dor que sente e pensar em morrer.

Segundo explicou a psicóloga Lívia Diório, um dos maiores mitos sobre o assunto é de que a pessoa que tem a intenção de tirar a própria vida não avisa, não fala sobre o assunto.

"Isso não é verdade, e a família e amigos devem estar atentos a qualquer sinal de alerta. A pessoa não quer perder a vida, ela quer acabar com a dor. Ela quer ser ajudada [...], e as pessoas muitas as vezes acham que aquilo (falar sobre o desejo de morrer ou em suicídio) não é sério. Aí só vão acreditar mesmo quando infelizmente a pessoa venha de fato a cometer o suicídio”, alerta.

Onde procurar ajuda

Caso o servidor público sinta necessidade, ele pode procurar o setor de Saúde e Qualidade de Vida do seu órgão, geralmente vinculado à Gerência de Gestão de Pessoas. Para os servidores do MT Prev está disponível o e-mail saudedoservidor@mtprev.mt.gov.br para agendamento de atendimento psicossocial gratuito.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, as Unidades Básicas de Saúde e Policlínicas têm, de diferentes formas, equipes de saúde que podem acompanhar pessoas em sofrimento mental.

Também há municípios que possuem CAPS (infanto-juvenil, para transtornos mentais e dependência química), que são serviços especializados e estão de portas abertas em horário comercial.

 

Telefones úteis à população

- SEAC – Setor de Atendimento à Crise: (65) 3661-1990
- Unidade 3 do CIAPS Adauto Botelho: (65) 3661-4381
- Emergência SAMU 192
- Centro de Valorização da Vida – CVV 188 (ligação gratuita) ou www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail.

 

Veja ou reveja a palestra online no canal do MT Prev no YouTube.